Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011

O relógio já tocou

Descendo pela estrada caida no céu

Voamos caindo do nada subindo em cada eu

Até sem quadros pintamos numa tela de noite

Somos bisnagas entretidas a deslizar em plenitude

Rabiscos, tristezas, pedras no açude.

 

O nosso chão é de madeira mas não deixa de nos marcar

Os teus passos são aromas que nao deixam de persistir

Levas em ti tudo o que fica mas nada do que tiraste

Se conquistas trazes de volta, se amas deixas voar

 

Será que o branco que tudo apaga não se perde a cada olhar

Se com as cores tu impedes a noite de despertar

Mas na noite é que tu brilhas e consegues-te esconder

Registas laivos de loucura enquanto procuras viver

 

Tudo é simples mas difícil, custa tanto que é tão fácil

Se nem tudo tem um preço será que um dia o pagaste

Levas as mãos ao bolso e descobres que afinal

O relógio já tocou, ouviu-se o sino do desgaste

Já nem sabes o que ler, tudo é simples mas difícil

Custa tanto que é tão fácil

Se nem tudo tem um preço

É porque um dia já o pagaste.

 

Melancholic Soul 16/11/2011

Rabisco da autoria de Melancholic Soul às 17:30
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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011

Aqui

A cabeça cai, o olhar simula, a visão desce

Ao respirar, meu peito nem subiu, e percebi...

Estou aqui.Sinto falta, de ti.

 

Pensar sem sentir, animar sem rir

Aperta o peito sem querer, num torpor

Foge a revolta, fica algo, é dor?

Estou aqui. Sinto falta, de ti.

 

Não me perco, se já me encontrei

Já deixei que me levasses, mas hoje ao que parece fiquei

Não gosto, e arrasto o chão para te puxar

A gravidade não chega, faz-me gritar:

Vem, corre, voa mostra-te como sempre te vi.

Estou aqui. Sinto falta, de ti.

 

Os olhos fecham-se sem ver o que sonho

Perdem-se no turbilhão de uma memória que cega

O teu cheiro é vago como luz que se apega

Que se pegou, que me puxou

Para lá das memórias que não esqueci.

 

Estou aqui. Sinto falta, de ti.

Rabisco da autoria de Melancholic Soul às 00:05
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Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011

Deitar

 

 

Fazem falta almofadadas

Quando a cabeça começa a cair

Quando o que resta das madrugadas

São as noites passadas sem dormir

 

Pode até ser duro o pousio

Desalinhar o cabelo e doer

Pensamento perdido, vadio

Luar escuro e fugidio

Colchão de palha a arder...

 

Melancolia nao é sentir, é saber

Que mesmo sabendo podemos não querer

Viver o que pensámos viver

Quando pensar era somente sentir.

Rabisco da autoria de Melancholic Soul às 20:50
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Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011

É só mais um dia, talvez...

 

É só mais um dia talvez

 

Quando me dizes que sim

 

 

Trazes olhares que não se esquecem

Num movimento estonteante

Palavras que se merecem

Gritadas num sibilar sussurrante

 

 

Dás respostas que pintam, e criam a tua cor

Paredes caiadas, raiadas a paixão

Formas perfeitas, desenhadas à mão

Tatuagens, sentimentos, em poesia de autor…

 

 

É só mais um dia talvez

Quando me dizes que sim

 

 

Cada passo sabe a um beijo

Provocante, simples, sincero

Cada olhar sobe o desejo

Ardente, quente, quero…

 

 

Fechando os olhos nada muda

Mas tudo aumenta, se amplifica

Sorrio e nem penso

Pois basta-me sentir

Tudo o que fica és tu

E não te vou deixar cair.

 

 

É só mais um dia talvez

Quando me dizes que sim

Quando olhas para mim e me vês

O tempo pára para mim.

 

 

Quando me beijas sem porquês

Em total espontaneidade

Quando me abraças e o teu silêncio

Me diz que me queres de verdade

 

 

É só mais um dia talvez

Quando me dizes que sim

Hoje em dia, sem porquês

Tu trazes o que roubaste de mim

 

 

Queres-me?

Tenho a resposta em mim

É só mais um dia talvez

Quando me dizes que sim

 

 

Love,

Melancholic Soul

Rabisco da autoria de Melancholic Soul às 17:53
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Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011

Improviso

Outra das minhas paixões.. Ás vezes não são precisas palavras... Tem erros.

Mas é meu...

Espero que gostem...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A ouvir :: Knockin On Heaven's Door
Rabisco da autoria de Melancholic Soul às 14:17
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Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011

New

"Novo

Lavado, pintado por cima, raspado, iluminado

Mais do mesmo ou o mesmo mas mais

Cais

Mas agora podes levantar-te

Sorrio

Não da queda, mas também

Não da dor mas do caricato

É novo, é decisão

Com lágrimas me salvas

Com um sorriso te mato..

 

Mas é novo

E é vida

Por baixo de toda uma decadência renovada

Mesmo apesar de toda uma melancolia estouvada

Disfarçada

Sorridente, mas dolorosa

Escondida

Misteriosa

Que ameaça ressurgir, ganhar vida

Que se afunda cada vez mais, que morre, lá no fundo escondida

Que só tu destróis, e também tu trazes à tona

É a dicotomia do que é novo

Não tem cheiro senão o do novo

Até se entranhar

E aí sabe aos nossos cheiros

Sabe à vida que lhe damos

E não cheira a nada

Só ao vazio

Para onde cai

Adeus."

 

 

Mais um ano, velhas promessas por aqui na rede... Vou escrever mais, vou estar mais atento.. MENTIRAS! Infelizmente, ou não, não controlo estes impulsos, posso até escrever todos os dias, mas posso estar meses sem saber o que vos dizer, ou o que dizer a mim próprio através da tinta ou das teclas, ou de ambos...

Mais um ano, e tudo o que posso esperar é que ainda me queiram ler, que ainda me queiram levar convosco... Porque a vida pode ser como um barco à deriva... Mas não um barco qualquer... Metamorfose, pois tão depressa tem amarras fortes, de duros metais, como divaga livre, sem conhecer o cais...

Um bom ano para vocês... Ou talvez só bons dias!

 

Abraço,

MS

Rabisco da autoria de Melancholic Soul às 15:23
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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010

Cabaret Fortuna - Bar Aberto

 

 

 

 

Ora boa noite sejam bem-vindos à festa, que começa a esta hora e não tem fim anunciado…

Temos cantigas, solos, canções de embalar, raparigas pra dançar e passar um bom bocado

Com saltimbancos, tigres, elefantes brancos, temos um cavalo alado e um faquir que engole espadas

 

Malabaristas, trapezistas e palhaços, fazem o pino sem braços, temos reis e temos fadas

E a orquestra toca os sucessos da moda, vai de roda vira o disco e toca o mesmo sem parar

Com a fortuna agarrada aos instrumentos vou passar uns bons momentos, esta noite é pra soltar

 

É bar aberto, grita o microfone aberto e o barman desconfiado esconde-se atrás do balcão

O baterista já está ficar baralhado, começa a tocar de lado, falha o prato e dá na mão

 

VAI POVO:

É Bar Aberto, é bar aberto, é bar aberto, venha mais uma

É bar aberto é bar aberto, é bar aberto, paga a Fortuna

É Bar Aberto, é bar aberto, é bar aberto, venha mais uma

É bar aberto é bar aberto, é bar aberto, paga a Fortuna

 

O teclista toca com os dedos todos, o artista da guitarra sola com a distorção

E o baixista que sabe a canção de cor, já pensa que é o maior, toca só com uma mão

 

É Bar Aberto, é bar aberto, é bar aberto, venha mais uma

É bar aberto é bar aberto, é bar aberto, paga a Fortuna

É Bar Aberto, é bar aberto, é bar aberto, venha mais uma

É bar aberto é bar aberto, é bar aberto, paga a Fortuna

 

 



Rabisco da autoria de Melancholic Soul às 12:32
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Quinta-feira, 12 de Agosto de 2010

+

 

 

Nós já fomos tão pouco

Que cada vez somos mais

 

Já nem as portas fechadas nos parecem tão grandes

Os passos já não me afastam de ti

Porque te trago comigo

Se nem um sorriso em voo se perde ao cair

Porque sei que ficaste comigo

 

Agora não vou só

Já me guardas

A noite não é só solidão

Cruzo os braços e sento-me na areia

Sinto o mar a sonhar no meu chão

Caem estrelas mas não fazem mossa

São bonitas, inúteis, ao tecerem a sua teia

De tantos, tantos fios, tal como a nossa

 

Nossa..

Nós, que já fomos tão pouco

E que cada vez somos mais

 

Levanta o olhar, olha o horizonte

Descobre-me lá

Bem longe, ainda mais perto

Há um vulto a meu lado

Sorri de volta

O futuro não é deserto

E não é espelho, mas és tu

 

Não, é mentira

Ou quase...

Nós nunca fomos pouco

Mas cada vez somos mais...

 

Miguel

 

Sentimento :: certo
Rabisco da autoria de Melancholic Soul às 03:02
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Quarta-feira, 16 de Junho de 2010

+

A luz que cai sobre nós não nos ilumina

Sente

Ela sente

Não tudo, mas mais

A redenção é mais do que uma canção

É mais do que vida, é mais do que luz, é mais do que nada

 

Há mais do que uma revolução

Faz falta evolução

Sem sucesso

Na porta fechada, encostada, do progresso

 

É tão fácil ser forte no escuro

Difícil é ser doce na luz

Custa menos acenar que falar

Mesmo quando a vontade é de gritar

Crescemos, por dentro, raramento para fora

E depois não somos o que queremos ser

Por medo? Por conveniência? Por saudade?

É hora.

É tempo de ser para além de sentir!

Faz tempo.

Está dentro de nós o poder

De ser

Tudo

Ou quase...

 

Mas o quase pode não ser suficiente.

Ás vezes...

 

A ouvir :: Muse - Exogenesis Symphony
Rabisco da autoria de Melancholic Soul às 13:28
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Segunda-feira, 14 de Junho de 2010

...

Fecha os olhos...

Afunda-te nessa envolvência suave

Respira

 

As saudades são palpáveis

São como a Lua, brilham mais quando a luz do Sol é forte

Nós não vemos a luz do Sol que faz brilhar a Lua

Mas eu vejo-te a ti

E as minhas saudades brilham

 

Epic bursts of light fill the void my darkness leaves sometimes

Loyal impressions of a perfect mark

Painted regressions right to the start

Of us

 

C'est a toi de jouer

I leap

I float till I levitate

Dancing quietly in the edge of hope

 

Também há sombras na felicidade

É lá que te escondes

Nem que seja só para eu te procurar

E aqui estás tu..

Sempre.

 

 

Miguel

A ouvir :: Muse - Exogenesis Symphony
Rabisco da autoria de Melancholic Soul às 21:50
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